EMPREGO OU TRABALHO?
A maioria das pessoas vai passar a vida toda
correndo atrás de emprego apenas para satisfazer suas necessidades básicas.
Talvez elas não queiram nada mais do que um simples emprego e não há nada de
mal nisso. Você já fez a sua escolha?
Quando
questionadas sobre qual seria seu trabalho dos sonhos, as pessoas tem dúvidas
quanto ao que procuram. Geralmente a primeira coisa que ouvimos é que precisam
de qualquer coisa para poder pagar suas contas e sobreviver.
Poucas pessoas realmente buscam a satisfação
profissional, ou seja procuram um
trabalho onde possam mostrar seus dons, sua capacidade de ser. Geralmente
procuram empregos, subempregos, onde possam desempenhar qualquer atividade com
o mínimo de cobrança e onde não se sintam expostas a críticas se não der certo.
Se não deu certo, já saem procurando outra
coisa e assim vão pagando suas contas, mas sem se preocupar em formar uma
carreira sólida profissional. Muitos se formam em faculdades, porém nem sabem
para que servirá o estudo que fez com
tanto sacrifício. Apenas tem um diploma superior nas mãos, achando que com ele
abrirão todas as portas necessárias para ser bem sucedido. Essas são algumas
das respostas que costumamos ouvir das pessoas. Algumas têm coragem para expor
suas vontades, se arriscam e dão tudo de si, e conseguem bons êxitos. Outras
sonham com isso secretamente, pois entendem que é pouca a possibilidade desse
sonho se tornar real.
E porque
encontramos tantas pessoas desempregadas, tantos descontentamentos? E nas empresas
porque percebemos a falta de apoio de incentivos? Onde será que está o
problema? Na pessoa que não sabe o que procura? Ou na empresa que não sabem
quem procura?
Trabalho é algo
que envolve querer, ser e estar. É mais do que um emprego. Trabalho tem vida,
tem alma e coração. Trabalhar dá trabalho. É preciso dedicação contínua. Não
basta ser mais um. É preciso ter diferenciais. Por isso trabalho envolve alma e
coração. Cada ser humano é único pela sua grandeza, pelo ser humano que é. Uns
nascem com dons para ser médico, outro advogado, outro cantor e assim é a vida.
Mas há aqueles que ainda não se encontraram. E para estes trabalho não serve.
Não conseguem dar o que tem de melhor, porque ainda não se encontraram. Para
estes serve qualquer coisa. E qualquer coisa, pode ser um emprego free lancer, pode ser um emprego
qualquer, ou seja, quanto menos qualificação melhor, quanto menos exigir,
melhor.
Quem procura
trabalho não está preocupado em quanto vai ser seu salário, pois sabe que o
dinheiro será consequência do seu trabalho. Sabe do seu potencial, da sua
capacidade, portanto, o valor do seu salário será o valor do seu empenho,
dedicação, do seu amor pelo que faz. Quem procura um trabalho, geralmente é bem
sucedido, pois a sua maior preocupação é se realizar profissionalmente.
Ao passo que
quem busca um emprego, a primeira preocupação é exatamente quanto vai receber,
por quantas horas, se vai ter férias, vale refeição, vale transporte, se vai
ter folga, enfim... quem procura um emprego, não está preocupado em se realizar
profissionalmente, não está preocupado em executar um serviço de qualidade pois
para ele o mais importante é o dinheiro para pagar suas contas.
Antigamente o acesso às
Universidades era prerrogativa de quem tinha dinheiro, influências, estudasse
em escolas particulares. Era difícil de entrar, quase impossível sair. Ou seja,
tinha que estudar muito. Se dedicar. O aluno se formava efetivamente porque
tinha amor a profissão. E sua jornada seguia para as melhores vagas de
trabalho.
Hoje, as faculdades estão a
toda esquina, curso superior virou objeto de desejo. Compra quem pode. Não
existe mais a dedicação, os testes vocacionais, o processo de escolhas. Hoje as
pessoas prestam vestibulares, sem saber se vão trabalhar na área. O importante
é ter o status de um diploma universitário.
O que temos hoje é uma
enxurrada de pseudo-profissionais.
Desqualificação total. As agências de emprego tem um esforço sobrenatural para
atender a demanda. Existem vagas, mas não há profissionais qualificados.
Existem emprego, mas não há
quem permaneça nas vagas.
E como consertar esse
desequilíbrio? Hoje temos no mercado diversas oportunidades de alocação e
realocação de profissionais. Várias empresas no segmento de recursos humanos
preocupados com a qualidade da mão de obra que disponibiliza às empresas que
buscam profissionais, vem adotando medidas de melhorar a condução do
profissional ao emprego ou ao trabalho.
Profissionais de Recursos
Humanos estão sendo capacitados com a finalidade de percepção da necessidade
que há de melhorar o fluxo de empregabilidade no país. É um trabalho de
conscientização. Percebemos nas faculdades que o volume de pessoas que fazem um
curso pelo fato de que a mensalidade cabe no bolso é grande. Dificilmente
encontramos numa sala pessoas focadas no curso, que saibam o que estão
estudando e para que vão aplicar. Isso é uma realidade e uma fatalidade.
E com esta preocupação
crescente, entendemos que a médio longo prazo, teremos que ter empresas de alocação de profissionais
preparadas para dar suporte ao candidato orientando, através de palestras,
cursos preparatórios para que a vaga disponibilizada seja melhor aproveitada. É
um fato.
O sucesso das empresas de
Recursos Humanos a curto prazo será dar esse suporte tanto ao candidato quanto
à empresa que procura por profissionais. Hoje em dia não há como as empresas
contratar candidatos sem qualificação, prepara-los e aplica-los a sua
necessidade. As empresas não estão tendo tempo para preparar mão de obra. Já
busca algo pronto, que não tem.
Espera-se que haja essa
conscientização, esse trabalho focado e que num curto prazo haja condições de
termos pessoas mais qualificadas e experientes para vagas mais adequadas.
E você sabe o que está
buscando? Trabalho ou Emprego. Vale a dica. Reflita sobre seu futuro.
(por Valdirene Trindade, publicado por SERV RH)
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